segunda-feira, 18 de abril de 2011


Anatomia Macroscópica da Medula Espinhal

Introdução

A medula não ocupa totalmente o canal vertebral, tendo aproximadamente 45 cm no homem e um pouco menos na mulher.
Delimitações:

   • cranial: bulbo (no nível do forame magno do osso occipital, logo abaixo do primeiro filamento radicular do primeiro nervo cervical ‘’C1’’, tendo acima o Bulbo ou Medula Oblonga e abaixo a Medula).

   • caudal - segunda vértebra lombar. Em sua terminação afina-se formando um cone, o cone medular que continua com um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal. A um nível abaixo da segunda vértebra lombar encontramos apenas as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, que dispostas em torno do cone medular e filamento terminal, constituem, em conjunto, a chamada cauda eqüina. Como as raízes nervosas mantém suas relações com os respectivos forames intervertebrais, há um alongamento das raízes e uma diminuição do ângulo que elas fazem com a medula. Estes fenômenos são mais pronunciados na parte caudal da medula, levando a formação da cauda eqüina. 


forma e estrutura geral da medula

A medula não tem diâmetro uniforme, apresentando duas dilatações:uma cervical e outra lombar, que recebem o nome de intumescência. Essas dilatações fazem conecção com as grossas raízes nervosas que formam o plexo braquial (membros superiores) e lombossacral (membros inferiores).
As dilatações ocorrem devido à maior quantidade de neurônios e, portanto de fibras nervosas que participam dos plexos. Existem também sulcos longitudinais na superfície da medula, são eles: a.sulco mediano posterior; b. fissura mediana anterior; c. sulco lateral anterior; d. sulco lateral posterior. Somente na medula cervical existe o sulco intermédio posterior que se continua em um septo intermédio posterior no interior do funículo posterior.

As raízes dorsais e ventrais dos nervos espinhais fazem conexão com os sulcos laterais posteriores e anteriores respectivamente. Na medula a substância cinzenta fica por dentro e a branca por fora (apresentando forma de um H ou de uma borboleta).
Outros componentes da medula em corte transversal:

• cornos ou colunas - anterior, lateral e posterior (a lateral só aparece na medula torácica e parte da lombar);

• canal central da medula - resquício da luz do tubo neural do embrião;

• na substância branca - 3 funículos ou cordões - anterior, lateral, posterior (na medula cervical divide-se em fascículo grácil e cuneiforme através do sulco intermédio posterior).




conexões com os nervos espinhais - segmentos medulares
 
Seqüência de formação:

filamentos radiculares → raízes dorsais e ventrais dos nervos espinhais → nervos espinhais.
A união das raízes para a formação dos nervos ocorre em um ponto situado distalmente ao gânglio espinhal que existe na raiz dorsal.

Segmento medular de um nervo:

É a parte da medula na qual há a conexão dos filamentos radiculares que farão parte da composição do nervo. Existem 31 pares de nervos espinhais com 31 segmentos medulares correspondentes que se dividem da seguinte maneira : 8 cervicais ( o primeiro par passa por cima da primeira vértebra e o oitavo por baixo da sétima vértebra e depois todos os outros pares passam por baixo das vértebras), 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e geralmente 1 coccígeo.


topografia vertebromedular

No adulto a medula não ocupa todo o canal vertebral, vai até a segunda vértebra lombar e a partir daí este canal só contém as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais que formarão a cauda eqüina. Até o quarto mês de vida do embrião a medula e a coluna possuem o mesmo ritmo de crescimento, porém depois do quarto mês a coluna cresce mais rápido que a medula principalmente na região caudal. Assim, as raízes nervosas diminuem o ângulo (que antes era reto) em relação à medula, o que causa a formação da cauda eqüina.




envoltórios da medula
A membrana é envolta por três membranas fibrosas:

1. dura-máter: mais externa, espessa e resistente, terminando em S2

2. aracnóide: localiza-se entre as outras duas meninges. Junto à dura é um folheto e junto à pia é um emaranhado de trabéculas.

3. pia-máter: mais interna e mais delicada, penetrando na fissura mediana anterior. Além disso, a pia-máter, depois da témino da medula, se continua como filamento terminal. Tal filamento perfura o fundo do saco-dural (a partir daí, juntamente com prolongamentos laterais da dura-máter forma o filamento da dura-máter espinhal que na superfície dorsal do cóccix constitui o ligamento coccígeo) e vai até o hiato sacral.
O ligamento denticulado (ponto de fixação da medula e ponto de referência) é uma prega longitudinal da pia-máter que está frontalmente a toda extensão da medula.

Existem três cavidades ou espaços na medula:

1. epidural ou extradural: localiza-se entre a dura-máter e o periósteo do canal medular

2. subdural: localiza-se entre a dura e a aracnóide. É uma cavidade muito estreita que por apresentar um líquido evita a aderência entre as respectivas meninges

3. subaracnóideo :é a cavidade mais importante e contém grande quantidade de líquor. Faz-se uma larga utilização desse espaço devido à diferença das terminações da medula - T2 e dura e da aracnóide - S2, que causam um aumento no espaço subaracnódeo o que resulta em uma maior quantidade de líquor, podendo desta maneira ser introduzida nesse local uma agulha para fins diversos.



Referências Bibliográficas
1. Neuroanatomia Funcional; Angelo Machado; segunda edição; editora atheneu; 2000

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